terça-feira, outubro 31, 2006

A pedido de várias famílias... RAP no seu melhor!

TE SENTES DIFERENTE ENTRE OS DEMAIS:
Haverá poucas coisas mais urgentes do que visitar o sítio oficial de Ana Malhoa . Ao cimo, à direita, estão dois botões: um para quem quer percorrer a página ao som da, digamos assim, música de Ana Malhoa, e um outro para quem deseja manter-se saudável. Há que optar bem.

Somos recebidos (como se fôssemos dignos de tal honra) pela própria cantora. Percebemos imediatamente que chegámos em má altura, uma vez que apanhamos Ana Malhoa em cuecas – mas não é por lamentarmos o sucedido que deixamos de prosseguir. Diante de nós está, de facto, Ana Malhoa, de microfone na mão, dedicada àquilo que melhor sabe fazer: estar de boca aberta.

Como veremos adiante, Ana Malhoa revela uma pertinaz incapacidade para se deixar fotografar com a boca fechada. Já lá iremos. Por ora, detenhamo-nos um pouco mais neste estupendo frontispício. Uma inquietação mortifica os visitantes (mesmo aqueles que já desligaram a música). Ana Malhoa apresenta-se com a mão na anca, e parece evidente que está aos gritos. O que falta aqui? A resposta é óbvia: falta uma canastra de peixe para vender. E é isso que inquieta.

O leitor atento nota ainda que a fotografia contém uma proposta (talvez mais que uma, mas só esta é que se pode verbalizar em público): Ana Malhoa propõe que o espectador relacione, por associação das expressões faciais, a identidade da artista com a do animal que traz estampado na camisola. O projecto, contudo, não é totalmente bem sucedido: se a boca e o sobrolho estão parecidos com os do tigre, já o olhar inteligente do bicho foi impossível imitar.

Agora, é indispensável visitar a secção "Foto". Numa análise preliminar, dir-se-ia que o que mais surpreende e entusiasma, em Ana Malhoa, é o modo como o sublime e o rasca habitam a mesma morada – embora por vezes seja preciso estar mesmo muito atento para dar com o sublime. É aqui que percebemos a filosofia do sítio oficial de Ana Malhoa.

Dito simplesmente, o que está em causa não é a música, é o traseiro. O rabo de Ana Malhoa é o grande protagonista da página, o que me é, aliás, muito conveniente. Em música serei um leigo – mas de nádegas, meus amigos, de nádegas percebo eu. Talvez seja importante começar por salientar que, em rigor, as nádegas são uma especificidade do ser humano.

Há na natureza quartos traseiros, há chambão, há pernil? Há. Mas aquilo a que se chama nádega, a convexidade glútea tal como a conhecemos e amamos, só a posição erecta consegue proporcionar. Eis as três características exclusivas da humanidade: a consciência da morte, a capacidade de rir, e o cu.

Sendo que, volta e meia, aparecem associadas: pessoalmente, já me ri de alguns rabos; perante outros, tive a percepção aguda da finitude (por exemplo, pensando: "Diacho. Muito provavelmente vou morrer sem palpar aquelas nádegas"). Portanto, quando Ana Malhoa subordina o seu sítio oficial ao rabo, está a ser, talvez, demasiado humana. Mas, ainda assim, original.

Há várias representações de nádegas na história da arte, desde a esteatopigia da Vénus paleolítica até às Três Graças , de Rubens. Porém, nenhum artista teve a ousadia de representar o rabo como Ana Malhoa. Refiro-me, especialmente, à fotografia em que, de fato-de-banho e saltos altos, a cantora exibe o rabo agarrada a duas cadeiras, enquanto dirige ao espectador um olhar desconfiado por cima do ombro.

Uma observação cuidada do rabo (e eu fi-la) revela uma faixa branca, não crestada pelo Sol, na base das nádegas. Essa faixa láctea é todo um manifesto. Como se, por intermédio do rabo, Malhoa nos dissesse: "Possuo umas nádegas tão fartas que até o Sol tem dificuldade em tisná-las todas." Quantas mensagens há, por essa Internet, mais interessantes do que esta? Chamo também a atenção para as fotografias de Ana Malhoa no banho.

Muitos e bons pintores têm representado banhistas mas, uma vez mais, nunca como aqui. É uma vergonha para Cézanne, Picasso, Courbet e companhia, mas nenhum deles alguma vez se lembrou de pintar uma banhista num chuveiro com azulejos cor-de-rosa. Depois de contemplar Ana Malhoa no banhinho, parece-me óbvio que todo aquele que busca a beleza não pode continuar a negligenciar o poliban.

Ricardo Araújo Pereira

Frase do Dia

Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos

domingo, outubro 29, 2006

A crise quando nasce será para todos???

O orçamento de Estado para 2007 que está neste momento em discussão, tem alguns dados bastante interessantes, especialmente se olharmos para o Programa de Investimentos e Despesas
de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC). Este programa identifica por concelhos o dinheiro que o Estado gastará em projectos que vão desde construção de estradas a compra de material para laboratórios ou bibliotecas públicas. Tendo em conta que os sucessivos governos têm realçado a importância de diminuir o fosso existente entre Lisboa e o resto do país resolvi olhar para os valores considerados no PIDDAC para Lisboa e Porto em 2007. O resultado foi o seguinte:


Como seria de prever face às restrições orçamentais planeadas pelo governo para 2007, ambos os distritos vão ter uma redução significativa das verbas atribuídas. No entanto, quem mais perde é o distrito do Porto, ou seja o fosso que deveria estar a diminuir acaba por aumentar.

Se a nossa análise for um pouco mais específica e verificarmos o PIDDAC dos concelhos de Lisboa e Porto as diferenças tornam-se abismais:

A minha única esperança é que exista uma explicação plausível para estas disparidades, dado que me parecem demasiado gritantes e contrárias ao que se tem apregoado nos últimos anos. E se isto é assim quando comparamos o Porto com Lisboa, imaginem o que será se compararmos a capital com os distritos do interior do país.

Ranking das Escolas 2006 - uma análise pouco científica

Seguramente que devem ter reparado num dos rankings das escolas publicados e divulgados na semana passada por todos os jornais e televisões. Este ranking, apesar de apresentar resultados diferentes consoante o método de análise e tratamento dos dados tem sido utilizado para salientar quais as escolas públicas e privadas com os melhores resultados nos exames nacionais.

Invariavelmente as escolas privadas têm surgido nos primeiros lugares, verificando-se também que a grande maioria dos primeiros classifcados se situam em Lisboa, Porto e faixa litoral do país. Tal como em anos anteriores resolvi dar uma vista de olhos mais aprofundada à listagem publicada e efectuar uma análise pessoal da mesma. Eis os resultados:

Ponto de Partida - lista publicada pelo "Expresso" referente às escolas com mais de 100 exames efectuados. Apenas vou utilizar as escolas classificadas até ao 150º lugar.

Quadro 1 - lista de escolas ordenada por resultados nos exames nacionais do 12º ano.

Esta será a listagem que todos vocês viram publicada nos jornais e televisões. No entanto, resolvi fazer um outro tipo de análise baseada na classificação interna dos alunos.

Quadro 2 - lista de escolas ordenada pela classificação interna dos alunos (nota do 3º período)

Das 20 escolas que surgiam no Quadro 1 apenas 12 se incluem nas 20 melhores a nível da classificação interna. Mais curioso ainda será verificarmos que algumas das escolas que aparecem no quadro 2 nem sequer estarem nas 100 primeiras quando analizamos as classificações dos exames.

Quadro 3 - lista de escolas ordenada por diferença entre nota interna e nota de exame


Verifica-se assim que existem diferenças assinaláveis entre as notas dadas pelas escolas e a classificação que os alunos obtêm nos exames nacionais. Se em muitos casos estas diferenças são uma forma das escolas facilitarem a conclusão do ensino secundário aos alunos, o mesmo não se passará quando estamos a falar do acesso ao ensino superior. Como todos sabemos, por vezes a entrada em alguns dos cursos mais concorridos decide-se por décimas, pelo que a classificação interna dos alunos assume quase tanta importância como a obtida nos exames nacionais. Se considerarmos que num exame nacional todos os alunos estarão em situação de igualdade, é obrigatório e lógico questionar as notas internas atribuídas e se consciente ou inconscientemente algumas escolas estarão a inflaccionar as notas dos seus alunos. Há quem fale mesmo em estratégia de Marketing de algumas escolas privadas que assim procuram atrair mais clientes/alunos.

Não digo em absoluto que existam casos de ilegalidade, mas acredito que se tratam de situações geradoras de injustiças e que como tal deveriam ser investigadas pelo Ministério da Educação. Tão importante como perceber porque umas escolas são melhores ou piores nos exames nacionais é sem dúvida alguma saber a razão pela qual algumas escolas têm, ano após ano diferenças significativas entre as suas classificações internas e as notas dos exames, por forma a que o ensino e o acesso ao ensino superior seja feito em situação de igualdade por todos os alunos.

Quadro 4 - Lista de escolas que mais regrediram ou progrediram nos exames nacionais face à classificação interna.

Em jeito de conclusão gostaria de dizer que me parece óbvio que catalogar as escolas simplesmente através destes rankings é demasiado redutor, mas ao mesmo tempo trata-se de informação que permite identicar algumas das falhas do nosso sistema educativo e do fosso que se alarga entre público/privado e litoral/interior.

Pequeno aparte:
Quase sem excepção os professores das escolas melhor classificadas apontam como um dos principais factores impulsionadores do seu sucesso a estabilidade do corpo docente, pelo que me custa entender que tenha havido tanta polémica e contestação quando o Ministério da Educação propôs que a colocação dos professores se fizesse por períodos de 3 anos.

P.S. - Como o próprio título deste post pretendia indicar, a análise efectuada não pretende ter qualquer tipo de validade absoluta, tratando-se tão só de interpretar os dados que foram publicados nos meios de comunicação social por uma perspectiva um pouco diferente. Pensava que tinha tido uma ideia original, mas na passada semana a SIC abordou este mesmo tema. O Destro poderá testemunhar que este post já estava a ser elaborado há pelo menos 2 semanas, pelo que sinto que a minha ideia foi plagiada!!!

terça-feira, outubro 24, 2006

Há vida na net

Desde o advento das novas tecnologias de informação, muito ouvimos falar sobre as imensas possibilidades de interacção para lá do mundo real, de contacto com pessoas tão longe de nós física e emocionalmente, de no fundo, vivermos virtualmente um cenário, uma experiência ou mesmo uma vida animada informaticamente. Estas visões estão ainda longe de serem totalmente conseguidas, mas a extensão da nossa realidade pode, ela já, ser uma realidade.
Existe, na vida real, uma empresa que se dedica à disponibilização de um software (até uma fase gratuito), capaz de nos dar uma… segunda oportunidade. O software, de fácil instalação, dá-nos acesso a um mundo virtual onde todos que entram interagem entre si: compram, vendem, falam, discutem, criam e inventam, deixam mexer ou reservam só para um grupo. A “segunda vida”, como lhe chamam, dá a hipótese ao utilizador anónimo, de uma forma justa, gerar conhecimento, impor a sua inovação, criar valor e com isso tornar-se, na realidade, realizado. A experiência proposta (esta ou outras que lhe sigam mais aperfeiçoadas), pode estar a ultrapassar a rede tal como a conhecemos, pode vir a criar padrões de evolução social e mesmo acelerar a transformação global que vivemos, realmente.
E só para dar alguns exemplos, é possível transportar este ambiente para fora do computador, vendendo a casa, a obra de arte, as texturas criadas ou o espaço adquirido e trocando os “Linden Dollars” (a moeda virtual deste mundo) por Euros; é possível encontrarmo-nos com um grupo de 50 pessoas (todas conhecidas ou não) para uma discussão informal, para uma conferência ou um curso; relaxarmos num tempo budista; ou ainda ver qual o aspecto do novo hotel da Starwood (a cadeia multinacional de hotéis), experimentar o novo Toyota, vestir os novos Nike.
As pessoas podem, de facto, trazer os seus dons, competir de forma igual para igual, correr que nem malucos pelos milhares de metros quadrados disponíveis ou simplesmente sentar-se na entrada e observar.
Vale a pena ir dar uma volta a secondlife.com

Em jeito de comentário bloggista, acrescento que podem ainda criar espectáculos de dança, teatro e arte com um investimento quase nulo (sim, apesar de tudo é preciso investir para ser artista), fazer construções e túneis por preços irrisórios e sem embargos e com certeza, assim, equilibrar as contas ecológicas do planeta.

quinta-feira, outubro 19, 2006

O concerto que havia no Rivoli....

Esta luta, não é de todos, é e será sempre uma luta de alguns...
Esta manifestação morreu à nascença. Pensavam os idiotas, que teriam uma aceitação da cidade como teve o Coliseu do Porto, puro engano, desta vez não apareceram os Abronhosas a algemarem-se nem as milhares de pessoas nas ruas. A Cidade do Porto é uma cidade de causas e como tal, soube sempre mostrar lealdade a quem devia, soube sempre mostrar que não perdoa, quem a trai. O Porto soube sempre escolher as suas lutas e definitivamente, esta não era a sua luta, o Porto, cidade que eu Amo, soube ver com clareza onde está a razão...
O Porto é justo, o Porto é uma Nação!

quarta-feira, outubro 18, 2006

Luz ao fundo do túnel

Foram necessários quase 10 anos, mas finalmente chegaram ao fim as obras do túnel de ceuta no Porto. Depois de a obra ter sido abandonada por dificuldades técnicas, louve-se quem teve a coragem e teimosia suficiente para levar até ao fim uma obra tão importante. Sim, estou mesmo a falar do Rui Rio! Continuo a não concordar com grande parte das suas políticas e decisões, mas acho que devemos sempre elogiar o que de bom se faz.

terça-feira, outubro 10, 2006

Dá que pensar...

in Jornal O Publico on line de 10 de Outubro de 2006

Terra está em saldo negativo ecológico desde ontem


Se é um consumista inato ou simplesmente gosta do conforto ocidental, preste atenção a este dado: desde ontem, a conta ecológica da Terra entrou em saldo negativo. Por outras palavras, a partir de agora e até ao fim de 2006, os seres humanos estarão a explorar mais recursos naturais do que aqueles que podem ser renovados num ano civil.

O cálculo exacto do dia do ano em que a Terra passa a estar em débito ecológico é uma derivação da "pegada ecológica", que estima qual a área do planeta que cada pessoa precisa para suportar o seu estilo de vida. Outro conceito é o da biocapacidade de renovar os recursos - de uma cidade, uma região, um país ou da Terra como um todo.

Segundo os últimos cálculos da organização não-governamental Global Footprint Network, cada português precisava, em 2002, de 4,2 hectares de recursos do planeta. Mas o país só tinha capacidade para suprir 1,7 hectares por pessoa. Por habitante, havia então um débito de 2,5 hectares.

Com base neste tipo de dados, a New Economics Foundation (NEF), outra organização não-governamental, passou a determinar o dia exacto em que o salário ecológico anual da Terra termina.

E "o dia em que a humanidade começa a comer a Terra", como define um comunicado da NEF, ocorre cada vez mais cedo. Em 1987, o "dinheiro" acabou em 19 de Dezembro. Em 1995, a data estava já em 21 de Novembro. E este ano a conta entrou no vermelho ontem, 9 de Outubro.

"A humanidade está a viver do cartão de crédito ecológico e só o pode fazer liquidando os recursos naturais do planeta", resume Mathis Wackernagel, director executivo do Global Footprint Network.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Descoberto o disfarce de Ratzinger depois da polémica com o mundo árabe.

Publicidade enganosa...

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